A integridade das eleições já não depende apenas de mecanismos como o voto secreto, o controlo das urnas, a supervisão dos partidos, a independência dos meios de comunicação e a igualdade de oportunidades durante as campanhas. Estes princípios continuam a ser fundamentais, mas já não são suficientes.
Hoje, um dos maiores riscos para a democracia é a desinformação. No ecossistema digital contemporâneo, a distinção entre informação, publicidade, rumor, propaganda e manipulação não é reconhecida intuitivamente. E é aqui que a democracia se fragiliza.
Um dos principais compromissos da Comissão Nacional de Eleições (CNE) é assegurar a transparência e integridade eleitoral, bem como o combate à desinformação política, numa altura em que os riscos de manipulação da opinião pública são cada vez mais elevados.